sexta-feira, 1 de novembro de 2019

                                          
  INSTITUTO OSMAR RODRIGUES CRUZ






TEATRO NACIONAL POPULAR BRASILEIRO (TNPB)

Resolvemos, introduzir paralelamente aos programas de teatro uma modesta pesquisa, em textos breves, sobre nosso Teatro Nacional Popular Brasileiro tão esquecido e controverso. O repertório do teatro dirigido por Osmar Rodrigues Cruz sempre foi muito eclético e popular, privilegiando sempre que possível o teatro nacional. Por isso, desejamos aplicar um tom coloquial e sem pretensões acadêmicas, nosso alcance é buscar o diálogo, críticas, opiniões, colaborações e acima de tudo instigar no leitor o gosto da leitura e pesquisa. 



SÉCULO XVIII NO BRASIL – ESTADO DE MINAS GERAIS – A HISTÓRIA RECOMEÇA

A cidade de Vila Rica torna-se “a pérola preciosa do Brasil” por conta da exploração do nosso solo. O ouro, ostentado na decoração das Igrejas, também era moeda de troca e a grama do ouro pagava imposto para chegar as mãos do explorador, e este pagava imposto para sair do país e enriquecer os cofres portugueses. D. João ficou tão rico, que era chamado o rei sol de Portugal.
Enquanto isso a cidade a cada dia torna-se mais pobre, iniciando uma indignação crescente que vai gerar uma revolta. Por outro lado, a cidade já possuía uma “classe média” de comerciantes, mercadores, ourives, artistas e poetas, é claro! A classe mais abastada de portugueses pagava os estudos de seus filhos em Coimbra, na corte portuguesa onde tomaram contato com a queda da monarquia, com ideais republicanos e liberais da Revolução Francesa.
Foi durante este período que surgiram as grandes figuras da Inconfidência Mineira nascida no seio da intelectualidade da época, fruto da “burguesia” da elite local. O texto e sua publicação em 1789 das Cartas Chilenas de Tomás Antônio Gonzaga iniciam a luta contra a exploração de Portugal das nossas riquezas. Autor também dos mais belos versos românticos – Marília de Dirceu. Nesta época são destaques os poetas Silva Alvarenga, Basílio da Gama, Santa Rita Durão e Claudio Manuel da Costa.
A Coroa portuguesa, por sua vez, percebe o surgimento do movimento dos descontentes e aplica outro imposto – “caso a arrecadação já existente não atingisse a cota (cem arrobas de ouro por ano) seria cobrada a derrama, um imposto extra tirado de toda a população”. Toda a sorte de explorados pela Coroa, de mineradores a magnatas e mais os revolucionários como Joaquim José da Silva Xavier, se reúnem para organizar uma rebelião contra a Portugal. Logicamente quando a Coroa percebeu a movimentação, substituiu o governador por outro que servisse a Portugal.
A revolução aconteceria logo após a decretação da derrama e seus objetivos eram primeiro tornar o estado de Minas Gerais independente e com isso concentrar a renda para acabar com a pobreza, a escravidão e a precariedade dos habitantes. Porém, o “levante” não obteve sucesso e todos os conspiradores foram presos e levados para a capital da Colônia Brasil – o Rio de Janeiro. O tribunal do Rio decide sobre o destino de 18 condenados, 7 foram banidos do país, 11 condenados à morte. Das sentenças oficiais uma se cumpriu – a morte de Tiradentes. Sempre altivo e digno ao ouvir as sentenças, foi o mais torturado e sua morte infame só fez crescer no coração dos abolicionistas e republicanos a força para continuar lutando.