TRECHO COLUNA “DIÁRIO DE UM CRONISTA” - DIÁRIO DA NOITE POR PASCHOAL CARLOS MAGNO - 25/05/1948
Osmar Rodrigues Cruz foi o criador e diretor do Teatro Popular do Sesi durante 40 anos e possui uma biblioteca particular formada por um acervo de grande valor, cerca de 20 mil exemplares (livros datados dos séculos XVII, XVIII e XIX, manuscritos, coleções numeradas, peças, revistas, etc.). Após seu falecimento foi criado o Instituto Osmar Rodrigues Cruz que tem por missão preservar uma parte da memória do teatro nacional.
domingo, 27 de maio de 2012
Participações do grupo
TRECHO COLUNA “DIÁRIO DE UM CRONISTA” - DIÁRIO DA NOITE POR PASCHOAL CARLOS MAGNO - 25/05/1948
domingo, 20 de maio de 2012
Mais Adeus Mocidade
Nessa nova fase de nosso blog, quando estamos expondo cartazes e programas em ordem cronológica, sempre os pontuaremos com críticas. Sobre Teatro Amador, que foi o início da carreira de Osmar Rodrigues Cruz como diretor, possuímos raridades de críticas e artigos sobre o assunto. Para aqueles que gostam da pesquisa, esses documentos constam do arquivo pessoal de Osmar, assim como de nosso livro Osmar Rodrigues Cruz – Uma Vida no Teatro (Hucitec – 2001). Esperamos que gostem.
1946
1948
TRECHOS CRÍTICA - JORNAL CLAN POR LUPÉRCIO RODRIGUES HARO - 06/1946
“Adeus mocidade”
A 13 de março de 1946 foi levada a cena em “reprise”, no Conservatório Dramático Musical de São Paulo, pelo Teatro do Centro Acadêmico “Horácio Berlinck”, a comédia “Adeus Mocidade”, em três atos, de Sandro Camasio e Nino Oxília – tradução de Oduvaldo Viana.
Essa peça, que possui um belíssimo enredo ocupa na hierarquia teatral um dos primeiros planos. O conjunto teatral do Centro possui elementos de boa vontade, o que contribui bastante para o êxito desta apresentação. Quem assistiu à primeira, pode, nesta segunda, fazer um pequeno paralelo. Da primeira vez, apesar de ser novidade tanto a peça como o “teatro”, ela obteve um grande sucesso sendo muito bem representada devido o grande entusiasmo dos nossos atores novos. Já da segunda vez, a calma e a precisão da marcação deram à peça maior técnica, mas não se verificou o mesmo entusiasmo por parte do elenco, fator este que tirou um pouco da comicidade que houve na primeira representação.
O Trabalho apresentado pelo novo quadro artístico foi bom, e muitas vezes chegou a ser ótimo, mas nem por isso deixou de ter os seus pontos fracos. Numa análise geral, podemos dizer que a peça correu perfeitamente bem nos seus três atos, tendo surgidos apenas falhas pequenas, que só um olho crítico poderia notar.
(...) sendo essa a segunda vez que esses jovens enfrentam uma platéia, sentimo-nos na obrigação de elogiar a nossa valorosa “troupe” que apenas há meses iniciou-se na carreira teatral e já promete muito para o futuro(...)
sábado, 12 de maio de 2012
Adeus Mocidade
Programa e cartaz de estreia da primeira peça dirigida por Osmar Rodrigues Cruz no Centro Acadêmico Horácio Berlink. Adeus Mocidade de Sandro Camasio e Nino Oxília, traduzida por Oduvaldo Vianna em 1945.
domingo, 6 de maio de 2012
O ensino da interpretação para atores
Carteira de Censura (obrigatória para todos os artistas durante a ditadura militar)
ARTIGO - REVISTA RECREIO E ARTE ANO 4 (SESI) – ABRIL/JUNHO 1962
O ensino da interpretação para atores
A arte de representar é no teatro uma das técnicas mais difíceis e menos estudadas pelos aspirantes a atores que, ao lado disso, se ressentem da falta de quem os oriente. Paulo Francis, diretor teatral, em interessante artigo, focaliza o problema do ensino da arte dramática no Brasil, dizendo: “Estamos justamente entrando na fase da pedagogia em teatro e os erros vão se acumulando. Temos dois tipos de professores como regra: os falsos teóricos, que impingem aos alunos conferências de Dullin, Copeau etc., com o fito de impressioná-los e garantir seus empregos. Conseguem a última coisa, ao menos, pois continuam em folha de pagamento. E temos o fabricante de “Pastiches”, o velho ator ou atriz aposentados, que fazem os alunos macaquearem suas qualidades e defeitos. Raro é o professor, como Gianni Ratto ou João Bethencourt, que tem a base cultural, o conhecimento de técnica e a inteligência para preservar a personalidade do estudante, ao mesmo tempo que procura desenvolvê-la”. Este último método é, sem dúvida, o recomendado. Com exercícios individuais e de grupo, desenvolve-se, aos poucos, mas firmemente, a capacidade para interpretação de qualquer tipo psicológico, encontrado em um texto. Este treinamento, à base de exercícios de improvisação, vai aperfeiçoando os sentidos, a sensibilidade, as emoções verdadeiras, a observação, a imaginação, a ação e a comunicação. Assim, depois de algum tempo, teremos preparado um verdadeiro estado interior, que permitirá ao ator se incorporar intimamente ao personagem escolhido. Ao lado dessa preparação, que podemos chamar de “Interior”, há a que chamamos “exterior”, isto é, física. Aqui, o ator entra na fase do treinamento corporal e da voz. Então, juntamente com a dicção, ele aperfeiçoa relaxamento muscular, expressão corporal, atitudes e gestos, com exercícios que também irão facilitar o uso do seu corpo como instrumento ativo da representação. Depois desse preparo, o estudante passa à parte de representação propriamente dita pois, somente então entrará em contato com os textos dramáticos, aplicando os conhecimentos adquiridos. O contato com o texto poderá dar resultado seguro, após a preparação “interna” e “externa” pois, no caso contrário, cai-se na pedagogia errada a que Paulo Francis se refere. O simples conhecimento obtido através de aulas teóricas ou o contato direto com o texto fará com que o aluno apresente uma forma estereotipada de interpretação. É trabalho preliminar levar o aluno a perder a inibição natural e os vícios adquiridos em maus espetáculos. O método citado não é uma prática pura, nem um fim em si mesmo, mas meio eficaz e direto que, apelando para as forças inconscientes do ator, torna maleáveis suas forças conscientes. O melhor meio de familiarizar o ator com o principal objetivo da interpretação – a identificação total com seu personagem – é a prática anterior, não de papéis determinados, mas de exercícios que possam desenvolver sua mente e seu corpo de modo a permitir-lhe descobrir com facilidade os meios de interpretar qualquer gênero de papel. A improvisação de exercícios liberta o ator de qualquer forma pré-concebida de interpretação, dando-lhe meios simples, mas seguros, para representar, eliminando a ênfase e aproximando-se tanto quanto possível da realidade. É óbvio que nenhuma escola ou curso cria atores; o que podem fazer é desenvolver vocações naturais, nada mais que isso. Um bom curso orienta e aumenta a capacidade do aluno, sem dar formas ou conceitos que de nada servirão para a preparação de um ator.
sábado, 28 de abril de 2012
ARTIGO – REVISTA RECREIO E ARTE ANO 3 (SESI) JANEIRO/MARÇO DE 1960
Analisando a temporada
Pouco animadora a última temporada teatral em São Paulo. Das peças apresentadas, apenas podemos destacar dois espetáculos de categoria: “ Plantão 21” e a “Farsa da Esposa Perfeita”, respectivamente no Pequeno Teatro de Comédia e no Teatro de Arena “Plantão 21” é, sem dúvida, um dos melhores espetáculos que tivemos nos últimos tempos.
A peça não possui grande força intelectual, mas é compensada pela força dramática. Sidney Krisgley não é um autor da categoria de Arthur Miller, mas mesmo assim sabe, com maestria e coragem, transpor temas simples para a cena. Esse seu “Plantão 21” é a história de uma delegacia de polícia, durante um pequeno espaço de tempo. Desenrolam-se, perante os olhos do público, cenas que, umas após outras, vão construindo o caráter e o drama do personagem principal, detetive MacLeod. Seu temperamento, inflexível perante os fora-da-lei, não permite transigir, e o maior caso de sua carreira envolve sua própria esposa. Aos poucos, sensivelmente, o autor vai fazendo o tema principal sobrepor-se aos secundários, e a explosão final dá-se com a morte do detetive, assassinado por um ladrão na própria delegacia. Dessa peça, tremendamente realista, surgiu um espetáculo também excessivamente realista. Não se nega a Antunes Filho, que a dirigiu, acerto e maestria. Ele fez, de uma coleção de cenas, um só quadro dramático. Sente-se claramente, no decorrer do espetáculo, a presença do diretor. O excesso de realismo é que põe a peça de pé. As interpretações foram de vários níveis, salientando-se Jardel Filho, no papel de detetive, substituído posteriormente por Mauro Mendonça, também feliz na interpretação. Moura Neto, Vadeco, Elias Gleiser, José Serber, Felipe Carone e outros. Decepcionaram: Laura Cardoso, substituída depois com felicidade por Irina Greco, e Edmundo Morgadouro. Destaca-se entre todos os atores e atrizes, Célia Camargo. O papel que lhe coube na peça talvez não seja mesmo bom, mas Célia transformou-o em verdadeiro personagem, vivo, comovente, brilhante. Os cenários de Túlio Costa foram bem idealizados e executados. Enfim, um ótimo espetáculo.
No Teatro de Arena continua a apresentação de peças brasileiras. Desta vez, com a “Farsa da Esposa Perfeita”, de Edi Lima. Vimos a peça como se estivéssemos na idade média, assistindo as espetáculos medievais. A peça, não se pode negar, possui a estrutura daqueles folguedos e assemelha-se à “A Compadecida”, de Suassuna. Talvez a autora não tivesse a intenção, mas ao transportar para a cena, lendas e fatos populares regionais, é-se obrigado a cair no arremedo formal do teatro medieval. História viva, alegre, cheia de incidentes, a farsa não é uma obra prima, mas não decepciona. A direção de Augusto Boal, trabalhada e objetiva, levou a peça para a brincadeira e daí resultou um belo espetáculo. Riva Nimitz, Henrique César, Ferreira Leite e Ceci Pinheiro tornaram aceitável e agradável a peça. O Teatro de Arena continua vencendo. Sua linha é a melhor e os resultados melhores ainda.
Dos outros teatros, Bela Vista e T.B.C. continuam na mesma linha: espetáculos limpos, sérios, mas peças ruins, interpretações medíocres. “A Idade Perigosa” e “Quando as Paredes Falam” não trazem nada de novo e nem mesmo contribuem para nosso teatro.
Assim, neste início de ano, o teatro está à espera de grandes espetáculos.
sábado, 21 de abril de 2012
Os três dramaturgos
Carteira de sócio da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (1952)
ARTIGO – REVISTA RECREIO E ARTE (SESI) – ANO 1 – JULHO/SETEMBRO DE 1958
Os três dramaturgos
Nestes últimos meses, o público de nossa capital teve oportunidade de tomar contato com três dramaturgos que deram à nossa literatura dramática obras que, há quase trinta anos, estávamos esperando no teatro brasileiro: “Pedro Mico”, “Gimba” e “Chapetuba F.C.”, respectivamente de Antônio Calado, Gianfrancesco Guarnieri e Oduvaldo Viana Filho, os dois primeiros já com obras anteriores e o último estreante.
A falta de autores é sem dúvida, a grande lacuna de nosso teatro. O autor é a base e, ao mesmo tempo, é quem dá as características da arte dramática nacional. Logo, um país sem autores não pode considerar nacional o seu teatro. Os três autores focalizados deram às suas peças conteúdo profundamente brasileiro, abordando ainda problemas em evidência dentro da sociedade.
“Pedro Mico” é uma das últimas peças de Antônio Calado. Com ela, de revelação promissora que surgiu com “Cidade Assassinada” passou a autor atual e atuante. Sua peça, embora apresente marcante semelhança com “Gimba”, desta muito se distancia numa análise de conteúdo. “Pedro Mico” é malandro de morro, fruto do ambiente em que formou sua mentalidade de caráter, e assim tende sempre a prosseguir numa vida de aventura. O autor bem o definiu: “Pedro Mico não é uma caricatura de malandro de morro, mas o próprio malandro”. Com isso, colocou sua peça no mesmo nível das que focalizaram uma realidade, interpretando-a, sem jamais caricaturá-la. Pedro Mico é o malandro visto através das tendências ético-sociais do autor, é uma realidade que este procura apresentar.
“Gimba” focaliza o mesmo tema, mas sob ângulo diferente. Ao passo que Pedro busca a salvação social, fugindo de seu mundo para outro, sem crimes e sem violências, Gimba continua o mesmo e se revolta contra a sociedade que não o aceita. Enquanto um é levado à reeducação social, o outro permanece como símbolo dos marginais.
O autor de “Pedro Mico” leva o espectador a se convencer de que a melhor solução para o personagem é procurar a vida normal dentro da sociedade. Pedro é conduzido a uma vida sã, dentro da ordem e da lei, levado por uma prostituta que, na peça, embora situada no mais baixo degrau da escala social, possui alto senso de dignidade.
Gimba é o contrário; permanece um revoltado e o espectador tende a acompanhá-lo nessa revolta contra a sociedade, que vive alheia ao personagem e ao seu drama. Gimba é um panfleto – no bom sentido, é claro – mas não deixa de ser um panfleto político, que procura subverter a ordem social .
Como construção e como caráter, Pedro Mico é superior a Gimba. Como espetáculo esta a supera, pois a encenação de Pedro Mico sofreu grandes erros e o mesmo se deu com a interpretação transformando-se a peça de drama social em caricatura.
Já em Gimba há o espetáculo de inúmeros personagens (Pedro possui somente três personagens principais) e de escolas de samba, que acrescentaram à peça uma riqueza de ordem folclórica.
“Pedro Mico” é peça mais séria e penetrante. O colorido visual do espetáculo de Gimba ofusca a mensagem social e o problema em foco, enquanto Pedro é peça seca, árida, que trata o tema e nada mais.
“Chapetuba F. C.” trata de assunto bastante diferente e é em nossa opinião, a melhor das três peças focalizadas. Chapetuba explora também problema brasileiríssimo, o futebol, e seus personagens reagem como nós mesmos, em diálogos bem nossos. Em “Chapetuba F.C.” vive-se o tema ajustando-se em nível igual, autor, atores, e diretores. Todos procuram a forma e os meios mais simples e brasileiros de expressar o texto, transformando a peça em grande espetáculo, um dos melhores, até hoje do teatro brasileiro, isento de influências franco-ítalo-polonesas. O espetáculo é apresentado com simplicidade, que o autor também procurou ao criar a peça.
“Chapetuba F.C.” tem a linha das peças das três primeiras décadas deste século, se bem que as características mais profundas, não reproduzindo a realidade como as peças antigas, mas interpretando-a, procurando denunciar um problema sem solução.
Das três peças, Chapetuba é a mais simples e por isso mais nossa. Contudo as três estão dentro da linha brasileira, as três focalizam problemas autóctones.
O moderno teatro brasileiro necessita de peças nacionais, que o levem a trilhar ser verdadeiro caminho. A luta por uma dramaturgia própria deve ser travada, a fim de serem assentadas as bases de um teatro nacional.
Peças como “Gimba”, “Pedro Mico” e “Chapetuba F.C.” têm o valor de abrir caminho, de apontar a direção a ser tomada, mas dificilmente poderão modificar o panorama, uma vez que no Brasil, a cultura, a sociedade e a economia ainda estão presas a influências externas. Quando a nacionalização atingir todos os setores, então teremos uma cultura, nacional e, conseqüentemente, poderemos também apresentar espetáculos escritos, dirigidos e representados por brasileiros e de conteúdo nacional.
domingo, 8 de abril de 2012
A Arte do Ator
Osmar antes do espetáculo - Teatro Experimental
ARTIGO – DIÁRIO COMÉRCIO E INDÚSTRIA – 25/06/1950
A Arte do Ator
É o ator, no dizer de Jean Louis Barrault “o meio essencial da arte dramática” e, sem dúvida alguma, ele tem toda razão nessa sua assertiva. É o ator a única pessoa no teatro que enfrenta o público, nem o autor e menos ainda o diretor, entram diretamente em contato com a plateia, apenas indiretamente pela voz, gestos e mímicas do intérprete, que é o ator.
Inúmeras teorias existem sobre o ator. Umas que dão a ele a qualidade de ser o único artista que de fato possui o teatro, isto é, que somente no ator está a essência do teatro. Outras o consideram apenas um dos intérpretes da obra literária, qualificando o autor o verdadeiro criador da arte dramática. Outros ainda acham que o ator é apenas um estorvo à realização do espetáculo. Esse princípio é seguido por Gordon Craig, o qual na sua teoria sobre a super-marionete ele prefere bonecos a atores de carne e osso.
Por isso concordamos com Jean Louis Barrault, quando diz: “O instrumento do qual deve servir-se o autor para praticar a arte dramática, é o ator. O ator é um ser humano especializado para servir de instrumento à arte do teatro: especializado no desenvolvimento da vontade, na determinação dos movimentos do seu corpo, da sua respiração, da sua voz e da sua dicção, através de estudo particular sobre diversas expressões estéticas e vocais”. De fato é o ator um meio do qual se serve, juntamente com o diretor, para formar com ele uma encenação, mas isso não quer dizer que o autor e o diretor não deixam de ser, também, instrumento para a arte dramática. Se é verdade que o escritor fornece a matéria prima, também é claro que, sem ator, nunca essa matéria teria vida, todos os três são instrumentos, um do outro, formando, assim, o teatro como arte de equipe.
Nesse triunvirato, como já dissemos é o ator quem mais recebe glórias, entretanto, é quem depois da morte é menos lembrado e menos ainda estudado. Sua arte vale enquanto ele puder entrar em cena, caso contrário sua fama desaparece com sua geração.
Hoje ouvimos falar e lemos sobre Tespis, mas não nos importa a sua maneira de interpretar, nem se sua voz era boa ou sua mímica rica em nuances. O tempo só conserva no teatro o autor, porque ele grava em letras a sua arte. Entretanto, o ator que é um artista apenas visual permanece estático e sem análise pelas gerações posteriores. Isso não quer dizer que ele não seja um criador de sua arte que pertença só a ela. A prova que existe uma arte toda sua e que a interpretação de qualquer personagem pode variar de um para outro artista, e nem por isso deixa de estar certa na linha imaginada pelo escritor. Um Hamlet de Lawrence Oliver é tão puro como o de Jean Louis Barrault, entretanto são bem diferentes na interpretação. Cada um de nós apresenta um Shakespeare, diferente.
Por isso a arte do ator é intensa e laboriosa, porque ele tem que viver todo o seu futuro como artista, no presente.
Assinar:
Postagens (Atom)