domingo, 10 de junho de 2012

Nossa Cidade

























CRÍTICA O ESTADO DE SÃO PAULO – COLUNA PALCOS E CIRCOS – POR DÉCIO DE ALMEIDA PRADO - 19/10/1951
“Nossa Cidade”
A peça de Thorton Wilder apresentada no Teatro de Cultura Artística pelo “Grupo Teatral Politécnico”, com o seu arzinho modesto de quem não quer nada, é das apostas mais ousadas e mais bem sucedidas do teatro moderno. Não é brincadeira  escrever sobre os assuntos mais graves e por isso mesmo menos originais, que interessam ao homem – o amor, a vida, a morte – sem cair no pedantismo nem na trivialidade. Pois eis o que  consegue esta peça em que são estudadas com sensibilidade e graça coisas tão fugidias como as relações cotidianas entre pai e filho, marido e mulher.
“Nossa cidade” retrata apenas o infinitamente pequeno, mas acha sempre jeito de dar a entender que, afinal de contas, é este infinitamente pequeno que mais importa à humanidade. Visto em escala cósmica – Siriús é o planeta indicado – talvez o pequeno universo das nossas preocupações diárias pareça incrivelmente fútil. Mas haverá alguém tão insensato a ponto de se imaginar habitante de Siriús e não de “Grover’s Corners”, pacata cidadezinha norte-americana, tanto mais expressiva quanto mais vulgar?
Também como técnica, “Nossa cidade” é uma pequena obra-prima de engenho. Cada pormenor, em si insignificante, recebe um curioso e estranho sentido quando integrado no quadro geral da peça. Assim – para citar somente dois casos – as informações sábias do professor universitário, tão alheias, tão longínquas, podem muito bem significar a frialdade, a inumanidade de todo um tipo de conhecimento científico, como o simples vício de ler constantemente jornal em casa se transforma discretamente num traço a mais dessa profunda indiferença humana, com que atravessamos a vida.
Bertrand Russel diz que se deve desconfiar de todo filósofo incapaz de ilustrar as suas ideias com exemplos simples e comuns. Thornton Wilder não é propriamente filósofo. Mas pelo menos tem o segredo de dizer muito com pouca coisa, de uma forma irônica e poética.
“Nossa cidade” presta-se muito a espetáculo de amadores e de gente moça, como essa que integra o “Grupo Teatral Politécnico”. Diante de tantas convenções assumidas voluntariamente pelo autor, não nos custa nada admitir mais algumas, fingindo ver, naqueles quase adolescentes, senhores respeitáveis ou extremosas mães de família: tudo na peça é faz-de-conta engenhoso. Não precisamos acreditar piamente nesses pequeninos e humildes incidentes que se desfazem, juntamente com os cenários, como nos passes de mágica, ao menor sinal do diretor de cena; o que importa acima de tudo é tirar a lição de humanidade ou de poesia contida no texto. No fundo só há de fato um personagem – o diretor de cena – e tudo mais não passa de exemplificação convincente e saborosa, trazida à tona pela própria índole despreocupada da conversa.
A direção de Osmar Rodrigues Cruz e de J. E. Coelho Neto teve a grande habilidade de deixar a peça falar por si, sem nada dessa pretensão que costumamos encontrar no trabalho de alguns principiantes desejosos de se equiparar imediatamente a mestres da teatralidade como Ziembinski. As soluções encontradas para cada problema foram sempre as mais simples e apesar disso a comunicação com a platéia não se deixou de fazer ampla e cordialmente.
Também o desempenho dos artistas caracterizou-se pela ausência de qualquer afetação, e a sinceridade, na medida do possível, fez às vezes de técnica. Apenas faltou o que  tem faltado muito freqüentemente ao nosso teatro amador. Desde os tempos anteriores ao TBC: menos timidez por parte dos atores, maior projeção das próprias personalidades. A discrição não é a única, nem a maior qualidade de um interprete. Neste ponto, o teatro carioca sempre nos deu exemplo de outra vitalidade, de outra confiança em si, de outra capacidade de exteriorização. É verdade que “Hamlet” e “Desejo” foram espetáculos dirigidos por profissionais. Mas os atores, em sua maioria, eram tão principiantes quanto os nossos. E, no entanto, que vigor na representação, que vozes poderosas, vozes que se impunham à nossa atenção do primeiro ao último minuto, obrigando-nos a permanecer presos ao palco. Os estreantes paulistas, ao contrário, balbuciam timidamente, representando em miniatura para uma sala imaginária de trinta ou quarenta pessoas no máximo. A esse defeito não escapam, muitas vezes, nem os próprios alunos da “Escola de Arte Dramática”, esquecidos de que a primeira qualidade, já não diremos artística mas profissional, do ator é falar naturalmente alto, como fazem todos os atores em todas as partes do mundo.
J. E. Coelho Neto foi o melhor intérprete da noite, com enorme vantagem sobre todos os seus companheiros. Pôs o público logo à vontade, temperando a natural bonomia do diretor de cena com uma pontinha de ironia discreta e subentendida. É o seu trabalho mais interessante até a data de hoje. A seguir vieram Maria Aparecida Moreira – sem contudo repetir integralmente a esplendida versão em inglês que fez, há tempos, do mesmo papel – Moisés Leiner e Fortuna Leiner, espirituosamente caricatural. Maria da Glória Falcão permanece ainda um pouco dura, um pouco convencional nas inflexões, em contraste com a flexibilidade, quase mole e largada de Luís Mazzarolo Neto. Nas primeiras cenas tais características não chegaram a perturbar a peça, mas o mesmo já não aconteceu com os momentos mais líricos do terceiro ato. Este ato foi, aliás, bem menos feliz que os outros em matéria de direção, não conseguindo evitar de todo certo sentimentalismo, certo tom patético, que não estava nas intenções de Thorton Wilder.

domingo, 3 de junho de 2012

Os Espectros - 1947














ARTIGO - CORREIO DA MANHÃ POR PASCHOAL CARLOS MAGNO -  25/10/1947
Às quatro da tarde de sábado último no salão da Escola de Comércio Álvares Penteado, em São Paulo, assisti ao ensaio geral de “Os Espectros” de Ibsen, pelo Teatro Universitário do Centro ‘”Horácio Berlinck”. Se não encontrei intérpretes perfeitos, como deixar de admirar-lhes a sinceridade e o entusiasmo, esses rapazes e moças responsáveis pelos cenários, adereços, do espetáculo que teve lugar, segunda-feira última, no Municipal, encontram-se completamente desamparados. As autoridades estaduais e municipais não lhes conhece o endereço, para um auxílio qualquer em cruzeiros ou facilidade na doação de um terreno para construir ao menos um barracão onde pudessem encenar e representar peças. Admirei-me da cultura de cada um, particularmente no que diz respeito a efeitos luminosos, o que envergonhariam muitos dos nossos atores metidos a diretores. Até sala para ensaios, é arranjada a custa de muito esforço, como esmola ou favor. No avião que, na tarde de domingo, me trazia de volta ao Rio, lembrava-me  do encontro que tivera, no Municipal, sábado à noite com Antonieta Rudge, durante o segundo recital do “Conjunto Coreográfico Brasileiro” e mais tarde em recepção que, em homenagem aos nossos grandes-pequenos dançarinos, ofereceram em sua residência, o Sr. e Sra. Romeu Camargo. Lembrava-me das palavras de admiração que lhe dissera e ao mesmo tempo  acusando-a de roubar ao Brasil e ao mundo o direito de ouvi-la mais freqüentemente, na perfeição da sua arte. Antonieta Rudge bem podia, a fim de ajudar os moços do “Teatro Universitário do Centro Horácio Berlinck”, beneficiá-los com a renda de um recital seu. O Teatro Municipal de São Paulo, como em qualquer parte onde se anuncia o gênio de Antonieta Rudge, encher-se-ia. E os moços de São Paulo, que representaram segunda-feira última “Os Espectros”, de Ibsen, poderiam realizar o sonho que têm em mente: o de um teatrinho armado em um caminhão para representações ao ar livre. Tenho certeza que se Antonieta Rudge ler este pedaço de coluna, consentirá no empréstimo da sua glória para esse belo fim.

domingo, 27 de maio de 2012

Participações do grupo





TRECHO COLUNA “DIÁRIO DE UM CRONISTA” - DIÁRIO DA NOITE POR PASCHOAL CARLOS MAGNO -  25/05/1948
Terça-feira 12 de maio de 1948 – Dona Angiolina Grimaldi, concessionária do Municipal, perfilou minha rapaziada .Vem e vai numa inquietação intensa. Quer por nossa passagem por aqui seja um sucesso. Telefona a amigos “Não faltem”. Desdobra-se em gentilezas. Os cenários já estão armados. Ensaia-se. Os moços do “Teatro Universitário do Centro Horácio Berlinck, muitos dos quais trabalham até às seis, aceitam o convite que lhes fizemos de serem comparsas na côrte de Elsinore. Muitos deixaram de trabalhar para o ensaio desta tarde. Como são gentis, inteligentes e como amam o teatro.




domingo, 20 de maio de 2012

Mais Adeus Mocidade

Nessa nova fase de nosso blog, quando estamos expondo cartazes e programas em ordem cronológica, sempre os pontuaremos com críticas. Sobre Teatro Amador, que foi o início da carreira de Osmar Rodrigues Cruz como diretor, possuímos raridades de críticas e artigos sobre o assunto. Para aqueles que gostam da pesquisa, esses documentos constam do arquivo pessoal de Osmar, assim como de nosso livro Osmar Rodrigues Cruz – Uma Vida no Teatro (Hucitec – 2001). Esperamos que gostem.










1946














1948








TRECHOS CRÍTICA - JORNAL CLAN POR LUPÉRCIO RODRIGUES HARO - 06/1946
“Adeus mocidade”
A 13 de março de 1946 foi levada a cena em “reprise”, no Conservatório Dramático Musical de São Paulo, pelo Teatro do Centro Acadêmico “Horácio Berlinck”, a comédia “Adeus Mocidade”, em três atos, de Sandro Camasio e Nino Oxília – tradução de Oduvaldo Viana.
Essa peça, que possui um belíssimo enredo ocupa na hierarquia teatral um dos primeiros planos. O conjunto teatral do Centro possui elementos de boa vontade, o que contribui bastante para o êxito desta apresentação. Quem assistiu à primeira, pode, nesta segunda, fazer um pequeno paralelo. Da primeira vez, apesar de ser novidade tanto a peça como o “teatro”, ela obteve um grande sucesso sendo muito bem representada devido o grande entusiasmo dos nossos atores novos. Já da segunda vez, a calma e a precisão da marcação deram à peça maior técnica, mas não se verificou o mesmo entusiasmo por parte do elenco, fator este que tirou um pouco da comicidade que houve na primeira representação.
O Trabalho apresentado pelo novo quadro artístico foi bom, e muitas vezes chegou a ser  ótimo, mas nem por isso deixou de ter os seus pontos fracos. Numa análise geral, podemos dizer que a peça correu perfeitamente bem nos seus três atos, tendo surgidos apenas falhas pequenas, que só um olho crítico poderia notar.
(...) sendo essa a segunda vez que esses jovens enfrentam uma platéia, sentimo-nos na obrigação de elogiar a nossa valorosa “troupe” que apenas há meses iniciou-se na carreira teatral e já promete muito para o futuro(...)

sábado, 12 de maio de 2012

Adeus Mocidade





Programa e cartaz de estreia da primeira peça dirigida por Osmar Rodrigues Cruz no Centro Acadêmico Horácio Berlink. Adeus Mocidade de Sandro Camasio e Nino Oxília, traduzida por Oduvaldo Vianna em 1945.

domingo, 6 de maio de 2012

O ensino da interpretação para atores

















Carteira de Censura (obrigatória para todos os artistas durante a ditadura militar)



ARTIGO -  REVISTA RECREIO E ARTE ANO 4 (SESI) – ABRIL/JUNHO 1962 
O ensino da interpretação para atores
A arte de representar é no teatro uma das técnicas mais difíceis e menos estudadas pelos aspirantes a atores que, ao lado disso, se ressentem da falta de quem os oriente. Paulo Francis, diretor teatral, em interessante artigo, focaliza o problema do ensino da arte dramática no Brasil, dizendo: “Estamos justamente entrando na fase da pedagogia em teatro e os erros vão se acumulando. Temos dois tipos de professores como regra: os falsos teóricos, que impingem aos alunos conferências de Dullin, Copeau etc., com o fito de impressioná-los e garantir seus empregos. Conseguem a última coisa, ao menos, pois continuam em folha de pagamento. E temos o fabricante de “Pastiches”, o velho ator ou atriz aposentados, que fazem os alunos macaquearem suas qualidades e defeitos. Raro é o professor, como Gianni Ratto ou João Bethencourt, que tem a base cultural, o conhecimento de técnica e a inteligência para preservar a personalidade do estudante, ao mesmo tempo que procura desenvolvê-la”. Este último método é, sem dúvida, o recomendado. Com exercícios individuais e de grupo, desenvolve-se, aos poucos, mas firmemente, a capacidade para interpretação de qualquer tipo psicológico, encontrado em um texto. Este treinamento, à base de exercícios de improvisação, vai aperfeiçoando os sentidos, a sensibilidade, as emoções verdadeiras, a observação, a imaginação, a ação e a comunicação. Assim, depois de algum tempo, teremos preparado um verdadeiro estado interior, que permitirá ao ator se incorporar intimamente ao personagem escolhido. Ao lado dessa preparação, que podemos chamar de “Interior”, há a que chamamos “exterior”, isto é, física. Aqui, o ator entra na fase do treinamento corporal e da voz. Então, juntamente com a dicção, ele aperfeiçoa relaxamento muscular, expressão corporal, atitudes e gestos, com exercícios que também irão facilitar o uso do seu corpo como instrumento ativo da representação. Depois desse preparo, o estudante passa à parte de representação propriamente dita pois, somente então entrará em contato com os textos dramáticos, aplicando os conhecimentos adquiridos. O contato com o texto poderá dar resultado seguro, após a preparação “interna” e “externa” pois, no caso contrário, cai-se na pedagogia errada a que Paulo Francis se refere. O simples conhecimento obtido através de aulas teóricas ou o contato direto com o texto fará com que o aluno apresente uma forma estereotipada de interpretação. É trabalho preliminar levar o aluno a perder a inibição natural e os vícios adquiridos em maus espetáculos. O método citado não é uma prática pura, nem um fim em si mesmo, mas meio eficaz e direto que, apelando para as forças inconscientes do ator, torna maleáveis suas forças conscientes. O melhor meio de familiarizar o ator com o principal objetivo da interpretação – a identificação total com seu personagem – é a prática anterior, não de papéis determinados, mas de exercícios que possam desenvolver sua mente e seu corpo de modo a permitir-lhe descobrir com facilidade os meios de interpretar qualquer gênero de papel. A improvisação de exercícios liberta o ator de qualquer forma pré-concebida de interpretação, dando-lhe meios simples, mas seguros, para representar, eliminando a ênfase e aproximando-se tanto quanto possível da realidade. É óbvio que nenhuma escola ou curso cria atores; o que podem fazer é desenvolver vocações naturais, nada mais que isso. Um bom curso orienta e aumenta a capacidade do aluno, sem dar formas ou conceitos que de nada servirão para a preparação de um ator.

sábado, 28 de abril de 2012















ARTIGO – REVISTA RECREIO E ARTE ANO 3 (SESI) JANEIRO/MARÇO DE 1960
Analisando a temporada
Pouco animadora a última temporada teatral em São Paulo. Das peças apresentadas, apenas podemos destacar dois espetáculos de categoria: “ Plantão 21” e a “Farsa da Esposa Perfeita”, respectivamente no Pequeno Teatro de Comédia e no Teatro de Arena “Plantão 21” é, sem dúvida, um dos melhores espetáculos que tivemos nos últimos tempos.
A peça não possui grande força intelectual, mas é compensada pela força dramática. Sidney Krisgley não é um autor da categoria de Arthur Miller, mas mesmo assim sabe, com maestria e coragem, transpor temas simples para a cena. Esse seu “Plantão 21” é a história de uma delegacia de polícia, durante um pequeno espaço de tempo. Desenrolam-se, perante os olhos do público, cenas que, umas após outras, vão construindo o caráter e o drama do personagem principal, detetive MacLeod. Seu temperamento, inflexível perante os fora-da-lei, não permite transigir, e o maior caso de sua carreira envolve sua própria esposa. Aos poucos, sensivelmente, o autor vai fazendo o tema principal sobrepor-se aos secundários, e a explosão final dá-se com a morte do detetive, assassinado por um ladrão na própria delegacia. Dessa peça, tremendamente realista, surgiu um espetáculo também excessivamente realista. Não se nega a Antunes Filho, que a dirigiu, acerto e maestria. Ele fez, de uma coleção de cenas, um só quadro dramático. Sente-se claramente, no decorrer do espetáculo, a presença do diretor. O excesso de realismo é que põe a peça de pé. As interpretações foram de vários níveis, salientando-se Jardel Filho, no papel de detetive, substituído posteriormente por Mauro Mendonça, também feliz na interpretação. Moura Neto, Vadeco, Elias Gleiser, José Serber, Felipe Carone e outros. Decepcionaram: Laura Cardoso, substituída depois com felicidade por Irina Greco, e Edmundo Morgadouro. Destaca-se entre todos os atores e atrizes, Célia Camargo. O papel que lhe coube na peça talvez não seja mesmo bom, mas Célia transformou-o em verdadeiro personagem, vivo, comovente, brilhante. Os cenários de Túlio Costa foram bem idealizados e executados. Enfim, um ótimo espetáculo.
No Teatro de Arena continua a apresentação de peças brasileiras. Desta vez, com a “Farsa da Esposa Perfeita”, de Edi Lima. Vimos a peça como se estivéssemos na idade média, assistindo as espetáculos medievais. A peça, não se pode negar, possui a estrutura daqueles folguedos e assemelha-se à “A Compadecida”, de Suassuna. Talvez a autora não tivesse a intenção, mas ao transportar para a cena, lendas e fatos populares regionais, é-se obrigado a cair no arremedo formal do teatro medieval. História viva, alegre, cheia de incidentes, a farsa não é uma obra prima, mas não decepciona. A direção de Augusto Boal, trabalhada e objetiva, levou a peça para a brincadeira e daí resultou um belo espetáculo. Riva Nimitz, Henrique César, Ferreira Leite e Ceci Pinheiro tornaram aceitável e agradável a peça. O Teatro de Arena continua vencendo. Sua linha é a melhor e os resultados melhores ainda.
Dos outros teatros, Bela Vista e T.B.C. continuam na mesma linha: espetáculos limpos, sérios, mas peças ruins, interpretações medíocres. “A Idade Perigosa” e “Quando as Paredes Falam” não trazem nada de novo e nem mesmo contribuem para nosso teatro.
Assim, neste início de ano, o teatro está à espera de grandes espetáculos.